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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Brasil e os espumantes

Poucas bebidas alcoólicas encontram no Brasil melhores condições de produção e de consumo como os espumantes.
Este imenso país tem ao sul condições climáticas extremamente apropriadas para produzir uvas que permitem elaborar vinhos espumantes de qualidade superior. Os verões úmidos com presença limitada de sol e luminosidade que impedem a total maturação das uvas mantendo-as ligeiramente ácidas e pouco doces, e o patrimônio varietal construído durante décadas colocam o Rio Grande do Sul numa situação privilegiada para produzir espumantes de nível internacional. Sem a pretensão de sermos os “segundos” logo atrás da Champagne ou considerações desta natureza, a verdade é que os espumantes produzidos aqui se destacam pela intensidade aromática, leveza de boca e excelente perlage nos produzidos pelo método charmat e pela complexidade aromática e gustativa associada à persistência da espuma nos produzidos na própria garrafa com longos períodos de maturação.
Junto a esta vocação produtiva, nosso país oferece condições geográficas que o “condenam” a consumir espumantes em volumes crescentes a cada ano. Clima, culinária e estado de espírito são situações encontradas no imenso litoral que ocupa quase toda a costa brasileira. Estas condições são favoráveis ao consumo desta bebida que possui somente atributos, é charmosa, sedutora, alegre, festiva, fácil de beber e ainda versátil ao ponto de ser boa companhia junto e fora das refeições.
Noticias recentes informam que em todo o mundo cresceu o consumo de espumantes chegando até 30% na Itália.
No Brasil o consumo aumenta a cada ano e o que é mais importante: cresce ao longo dos doze meses o que prova que o espumante deixa de ser uma bebida associada às festividades de fim de ano e começa a ser uma bebida gastronômica, excelente para acompanhar aperitivos, refeições e os petiscos do happy hour.
O aumento de consumo nos países produtores alivia a pressão na disputa do mercado brasileiro: Itália, França, Espanha e Argentina aumentam o consumo interno e dirigem todas suas atenções a esse mercado possibilitando desta forma um maior crescimento das vendas dos espumantes gaúchos.
Nada mais merecido para quem acreditou e investiu na plantação de uvas, inovação tecnológica e aprimoramento da qualidade.
Felizmente os espumantes gaúchos estão vencendo preconceitos e surgem como exemplo de “produto nacional” do qual podemos e devemos nos orgulhar.

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