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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Os aromas dos vinhos


Os vinhos e os espumantes possuem alguns componentes, como álcool e acidez, em proporção tão harmônica e justa que é possível apreciá-los puros, sem diluição.
É uma delícia observar as cores, sentir os aromas, saborear o gosto.
Os aromas que provêem da uva e os que se formam durante a elaboração e envelhecimento são sentidos com total nitidez e permitem antecipar as características mais marcantes: os vinhos mais jovens destacam os aromas frescos e frutados, os vinhos envelhecidos os que lembram couro, fumaça e baunilha quando maturados em carvalho.
O olfato é o sentido mais eficaz pela sua abrangência, fidelidade e capacidade de associação. Ao final, é o sentido das emoções e das lembranças. Podemos esquecer uma bela paisagem mais jamais esqueceremos do cheirinho agradável da pipoca que nossa mãe fazia nas tardes de domingo, rememorada ao passar por uma máquina que as prepara num cinema ou num parque de diversões.
Infelizmente o olfato é um dos sentidos menos utilizado e por tal razão pouco treinado em especial nos homens, que parecem ter medo de cheirar. Ante um copo de vinho ficam constrangidos, temerosos de aproximar o nariz e sentir os aromas. Neste quesito as mulheres levam ampla vantagem e por isso possuem predisposição natural para serem boas degustadoras. Elas, além de serem menos inibidas, usam com mais assiduidade o olfato e por isso possuem maior agilidade para identificar aromas e associá-los.
Quem gosta de apreciar vinhos deve usar o olfato como ferramenta principal para descobrir virtudes e defeitos deixando para traz preconceitos ou inibições. Não precisa fazê-lo de forma ostensiva proporcionando um show que chame a atenção. Muito menos, com cara de premio Nobel, cheirar com uma narina, depois com a outra!.
Incorporando o hábito de cheirar com atenção quando trata-se de vinhos e espumantes, você estará possibilitando ao sentido mais eficaz que é o olfato, lhe transmitir as características principais dos produtos e deste modo conhece-los melhor, com muito prazer.

O bom senso


A revista Veja publicou um artigo da série Dieta chamado “A volta do bom senso” destacando uma nova (entre tantas!) dieta para emagrecer proposta pela nutricionista Connie Guttersen em seu livro A Dieta de Sonoma, que desde dezembro de 2005 já vendeu meio milhão de exemplares.
Para quem achar que Connie é mais uma das tantas figuras que prometem milagres, é importante destacar que ela é consultora de empresas como Nestlé e Kraft, dois monstros da área alimentícia.
Ela afirma que se o regime não incluir comidas e momentos saborosos ninguém consegue segui-lo, o que é uma tremenda verdade. Mais do que relacionar alimentos recomendáveis, Connie propõe uma mudança de hábitos alimentares consumindo pratos saborosos na medida certa, e combinados com alimentos pouco calóricos. Recomenda ainda desafios como: preste atenção no que tem no prato, não coma frente à TV, faça da refeição um momento prazeroso ingerindo sem remorso alimentos saborosos e beba uma taça de vinho que ajudará a comer mais devagar, saboreando o momento, relaxado.
Sempre dizemos que as noticias que afirmam que o vinho, bebido moderada e diariamente faz bem para prevenir doenças, não o transforma num remédio. Pela capacidade de oferecer momentos prazerosos sempre afirmamos que um cálice de vinho, branco, tinto ou rosado ou uma taça de fresco e borbulhante espumante, são benéficos para a saúde da alma e por isso ajudam a saúde do corpo.
O importante da proposta de Connie e chamar a atenção para o bom senso. Nenhum alimento ou bebida faz mal quando ingerido moderadamente, de forma equilibrada, sem resultar em misturas explosivas. É a forma mais eficaz de fazê-lo sem remorsos, sem aumentar a já pesada situação de estreasse na qual geralmente vivemos.
Faça do vinho ou do espumante seus fieis companheiros nessas horas. Com certeza ajudarão para que sejam mais prazerosas.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Meu livro

Como já anunciara, foi lançado meu livro "Vinhos e Espumantes, degustação, elaboração e serviço" pela editora AGE. Este livro tem todo o conteúdo do primeiro livro, revisado e atualizado, com um amplo capítulo sobre espumantes.
Pode ser adquirido nos seguintes locais:

Revistaria Cameron – Bourbon Country
Livraria Cultura – Bourbon Country
Livraria Roma – Iguatemi Porto Alegre
Livraria Saraiva – Iguatemi Porto Alegre
Revistaria Cameron – Bourbon Assis Brasil
Livraria Cervo – Bourbon Assis Brasil
Livraria do Aeroporto Salgado Filho
Revistaria Cameron – Bourbon Ipiranga
Livraria Cervo – Bourbon Ipiranga
Livraria Saraiva – Praia de Belas
Livraria Roma – Praia de Belas
Livraria Cervo – Shopping João Pessoa
Livraria Siciliano – Rua dos Andradas (centro de Porto Alegre)

WAL-MART – ALVORADA/RS - BIG 91
WAL-MART – AMERICANA/SP - BIG 199
WAL-MART - ARARAS - BIG 151
WAL-MART - BLUMENAU - BIG 123
WAL-MART - BOA VISTA - BIG 53
WAL-MART - CACHOEIRINHA - BIG 10
WAL-MART - CAMBORIU – 200
WAL-MART - CAMPINAS - BIG 87
WAL-MART - CAMPINAS 2 - BIG 89
WAL-MART - CANOAS - BIG 75
WAL-MART - CASA VERDE - BIG 84
WAL-MART - CAXIAS DO SUL - BIG 92
WAL-MART - CRISTAL - BIG 07
WAL-MART - CURITIBA (DAS TORRES) - BIG 06
WAL-MART - CURITIBA - BIG 71
WAL-MART - CURITIBA - BIG 90
WAL-MART - CURITIBA - XAXIM - BIG 55
WAL-MART - CURITIBA PORTÃO - BIG 44
WAL-MART - ESTEIO - BIG 205
WAL-MART - FLORIANOPOLIS - BIG 209
WAL-MART - FOZ DO IGUAÇU - BIG 76
WAL-MART - GRAVATAI - LOJA 208
WAL-MART - GUARULHOS - BIG 69
WAL-MART - JOINVILLE - BIG 04
WAL-MART - JOINVILLE 2 - BIG 97
WAL-MART - LIMEIRA - BIG 99
WAL-MART - LIVRAMENTO - BIG 150
WAL-MART - LONDRINA - BIG 95
WAL-MART - MARINGA - BIG 47
WAL-MART - MOGI-GUACU - BIG 113
WAL-MART - MORUMBI - BIG 16

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O eterno esquecido


A vida agitada que enfrentamos todos os dias, impede freqüentemente que lembremos alguns dos pequenos prazeres que a vida nos oferece.
Um pôr do sol, um sorriso, um abraço amigo, um beijo no rosto... compartir uma taça de espumante.
Veja abaixo a dica para combater esta síndrome moderna do esquecimento dos pequenos prazeres.

1 - Coloque uma garrafa de espumante na parte inferior da porta da
geladeira....com o rótulo “olhando para você”
2 - Se após algumas semanas de visitas diárias à geladeira, você não
se sentiu “tentado” a abrir-la...

O PROBLEMA NÃO É O ESPUMANTE....
O PROBLEMA É VOCÊ...
PROCURE UM MEDICO... TALVEZ UM PSIQUIATRA...

Você está imune aos prazeres da vida.. com auto-estima baixa..Você olha para a garrafa de espumante e pensa: “não te mereço” e corre para abrir uma garrafa de coca-light...

NÃO É POSSÍVEL!!!!!!

O prazer de procurar


É freqüente observar como alguns apreciadores de vinhos e espumantes ficam estressados procurando "a qualidade perdida" em listas de discussões, pareceres de especialistas em revistas, jornais e internet.

Parecem não ter segurança para decidir por eles próprios os vinhos que devem gostar. Estão ignorando que nada é mais prazeroso do que garimpar vinhos com a cabeça aberta.

Garimpar em lojas e prateleiras de supermercados, tão condenados por alguns que afirmam equivocadamente que somente vendem vinhos de mediana qualidade!.

Se tomar o trabalho de garimpar, com paciência, sem pressa, deve ser uma tarefa constante de todo aquele que gosta de beber bem sem jogar dinheiro fora.

É assim como se descobrem bons vinhos entre toda e enorme oferta que existe, desde um simples Vin de Pay francês, Vino da Távola italiano e também entre marcas nacionais não tão conhecidas.

Apesar de todos os esforços que os "entendidos" fazem para complicar a vida dos simples mortais, há algumas verdades incontestáveis que são:
1) O vinho "bom" é aquele que dá prazer ao bebê-lo, seja ele branco, tinto, nacional, estrangeiro, barato, caro, novo ou velho. Nada poderá apagar a velha lembrança de um vinho de garrafão, bebido em copo de geleia na companhia de nosso avô.

2) Preço, origem, variedade e safra não são garantia de qualidade e muito menos de "prazer ao bebê-lo".

3) Podemos admitir sem sentimento de culpa, (como já aconteceu comigo) que um Romanée-Conti, que é uma joia rara e digna de ser bebida de joelhos, não é o estilo de vinho que mais nos impacta e pelo qual pagaríamos nem um décimo da fortuna que custa cada garrafa. Claro que estes vinhos se veneram em silencio independentemente do gosto pessoal.
Podemos também, sem o mesmo sentimento de culpa, deleitar-nos com um honesto vinho nacional ou um chileno, argentino ou japonês de preço convidativo.

Quem aprecia vinhos e entende sua natureza sabe que o importante é se desvestir de preconceitos que condenam ou consagram vinhos ou espumantes antecipadamente, e procurar a verdade no copo.

Ele é a prova final e definitiva da capacidade que um vinho possui de nos "tocar"... e deixar marca.

terça-feira, 9 de junho de 2009

O vinho não é remédio


Nos últimos anos, diferentes pesquisas realizadas independentemente por cientistas de varias partes do mundo comprovaram que o vinho, quando consumido de forma adequada, traz benefícios à saúde.
Estes benefícios chamaram a atenção a partir de um trabalho conhecido como “O paradoxo francês” que estudou os motivos pelos quais os franceses, que consomem habitualmente alimentos com altos teores de gordura tinham baixos níveis de colesterol e ainda, altos níveis do bom colesterol, o HDL. Após longas e demoradas pesquisas, chegaram à conclusão que a principal razão era o consumo moderado e habitual de vinhos tintos que possuem no interior da casca uma substância chamada Resveratrol, responsável deste benefício.
A partir deste trabalho outros foram feitos demonstrando mais benefícios. Em minha opinião todos devem ser interpretados com cuidado e nós produtores temos a obrigação de alertar aos consumidores para alguns detalhes:
O vinho não é remédio, não cura nenhuma doença. Traz benefícios sim, quando bebido adequadamente.
O vinho, como toda bebida alcoólica, quando consumido de forma exagerada ou inapropriada, faz mal ao fígado, aumenta os triglicerídios, dá ressaca, é horrível.
O segredo é saber beber, fazer com que a bebida nos proporcione momentos prazerosos, e para isso é necessário faze-lo de forma habitual e moderada. Beber com responsabilidade.
Mas que significa “de forma habitual e moderada”?
Habitual é o consumo quase diário, acompanhando as refeições.
Moderadamente é uma dose de um, no máximo dois copos diários.
Nestas condições o vinho proporciona os benefícios comprovados nas pesquisas.
Aos que bebem socialmente ou esporadicamente em fins de semana, a recomendação é vigiar ainda mais o volume consumido. A falta de hábito torna o organismo mais sensível aos efeitos do álcool etílico.









A vocação


Em países tradicionalmente vitivinícolas como Itália, França, Espanha e Portugal, nos quais a área geográfica ocupada pela uva é grande a distribuída em todo o território, é comum observar a diversidade de variedades de uva e vinhos produzidos. As diferentes regiões, todas centenárias na arte de elaborar vinhos, se mantiveram isoladas ao longo de séculos fazendo com que cada uma delas produzisse uvas ou vinhos diferentes, adequados ao clima e solo de cada uma delas. Algumas regiões fizeram adaptações ou mudanças por diferentes razões.
O exemplo mais famoso foi a região de Champagne, na França, que plantou grandes áreas com uvas tintas como Pinot Noir e Meunier com o objetivo de produzir vinhos tintos de qualidade, a exemplo da Borgogne, localizada ao sul. Devido ao clima excessivamente frio, não conseguiam elaborar produtos de qualidade suficiente para concorrer com os vizinhos e começaram a desenvolver um vinho espumante produzido por acaso. Como se sabe, a origem deste foi o acidente natural da refermentação de vinhos destinados a mesa. Assim, a Champagne descobriu sua verdadeira vocação.
Nos últimos tempos, formadores de opinião do Brasil vem afirmando que a verdadeira vocação da Serra gaúcha, é a produção de espumantes, devido ao clima.
O que há de real nesta afirmação¿
O clima instável, e por isso variável de ano para ano em relação ás chuvas, impede a total maturação das uvas que resultam em vinhos mais ácidos e menos alcoólicos, ideais para espumantes. Mas isto não é suficiente para concluir que sua vocação é somente produzir espumantes. A região, que começou a produzir uvas com a chegada dos imigrantes em 1875, o fez com o objetivo de elaborar vinhos e se preparou para isso. Esteve satisfeita com os resultados até a abertura do mercado que permitiu a entrada de vinhos de outros países, em especial da Argentina e do Chile, de boa qualidade e preço. Ficou evidente que era necessário mudar, em especial a forma de produzir uvas, e o está fazendo. Todos os novos vinhedos, da Serra e de regiões como Campanha e Serra do Sudeste são uma demonstração disto. Novos sistemas de condução com menor produtividade por pé são o caminho para atingir a qualidade que o mercado exige.
O Rio Grande do Sul já é um centro de excelência de produção de espumantes mas com certeza continuará cada ano aprimorando a qualidade de seus vinhos, em especial os tintos.