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domingo, 15 de janeiro de 2012

Geraldo ganha espumantes Adolfo Lona

Geraldo Prates foi o sorteado com a caixa de espumantes Adolfo Lona na prova de perguntas ao blog proposta no mês de setembro de 2011.
Aguardamos a informação de endereço completo (endereço, CEP, telefone de contato e CPF) para emitirmos a NF para o envio de imediato.
Parabéns Geraldo e que aprecie nossos espumantes!!!!
Reproduzimos abaixo pergunta e resposta.

Carinho, tradição e família contam mais que tecnologia, na elaboração de vinhos e espumantes?

É um privilegio responder esta pergunta a meu querido e velho amigo Geraldo com o qual passei fantásticos momentos na Bacardi-Martini. Ele gerenciava a filial comercial de Porto Alegre, vendia muito bem os vinhos e espumantes que produzíamos e fizemos laços de amizade muito estreitos e fortes.
Com certeza carinho, tradição e família são mais importantes que tecnologia na elaboração seja de vinhos como de espumantes.
As palavras que você usou estão intimamente ligadas já que família é um valor totalmente associado a carinho, amor, afeto e tradição está associado a experiência, tempo, gosto de fazer, convivência.
Os exemplos do afirmado acima vêm das regiões produtoras mais tradicionais e Champagne na França talvez seja a mais representativa e a que mais nos inspira. Foi conhecida como “terra das contradições” já que por estar situada na rota entre a Prússia e a França e entre o Mar Negro e o Mediterrâneo, sempre foi arrasada por conflitos e guerra.
Desde o século XVI sofreu pelos efeitos arrasadores desta situação e quando já no século XX imaginava que finalmente tudo se normalizava, duas guerras mundiais provocaram imensos danos. E que aconteceu com eles? Se ergueram e hoje representam o produto mais associado e alegria, felicidade e nobreza.
Elaborar espumantes é um privilégio de poucos e a capacidade de produzir-los de qualidade resulta das três palavrinhas citadas por Geraldo: carinho, tradição e família, muito ligadas entre sim.
Escolher as uvas, tratar-las com carinho, produzir bons vinhos, misturar-los de forma única e transformar-los em espumantes dignos exige algo definido claramente nesta expressão: “saber fazer”. Todos sabemos fazer melhor com o tempo que nos ensina tudo, com dedicação e perseverança. Gostar de uma determinada atividade e permanecer nela durante anos somente é possível quando há prazer em praticar-la, quando se faz com amor, com carinho. Os anos de prática resultam em tradição que envolve a família que convive, participa, apóia e em muitos casos perpetua a atividade.
Quando isto acontece, a variável investimento passa a ser um instrumento da qualidade e não o motivo. A necessidade de mais ou menos investimento é um fator de dificuldade prática, mais experiência, carinho e amor pelo que se faz desenham o caminho que nos leva ao aprimoramento, ao sucesso.
O método charmat exige investimentos imensamente superiores ao método tradicional no qual os tempos de maturação e envelhecimento pesam mais. No primeiro os espumantes são mais ligeiros e frescos e no segundo mais complexos e marcantes. Muito parecido com a diferença entre vinho tinto jovem e envelhecido: incomparáveis, diferentes. Pior, melhor? Nada disso, somente diferentes.
O apreciador de vinhos e espumantes descobrirá no primeiro gole as variáveis que pesaram na elaboração desse produto.

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