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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Vinho e saúde


Qualquer pessoa dotada medianamente de neurônios sabe que vinho não é remédio e também sabe que beber uma taça ao dia não basta para prevenir doenças, nem é suficiente para transformar a pessoa em alcoólatra. Quem bebe vinho todos os dias e submete seu organismo a uma dieta carregada de frituras e pratos gordurosos, não gozará do comprovado beneficio.
Por isso chama a atenção um debate entre médicos italianos colocando em dúvida a indicação do consumo moderado de álcool para prevenir doenças cardíacas. Infelizmente há mais confusão e falta de bom senso que dúvidas sobre os trabalhos que em mais de três décadas comprovaram uma verdade inquestionável: beber moderadamente ajuda mais que prejudica.
É importante lembrar e entender que esta recomendação não se aplica para todas as pessoas e deve ser feita pelo médico responsável que conhece bem o estado de saúde e hábitos de seu paciente.
Erram ao generalizar os que defendem o consumo e erram ao generalizar os que são contra.
A declaração do Dr. Curtis Ellison, médico da Universidade de Boston e um dos coordenadores do Fórum Internacional Científico sobre Pesquisa em Álcool, parece dar luz a um tema tão polêmico: ”É possível dizer que uma dose por dia, ou até menos, protege contra doenças cardiovasculares. O ideal, diz ele, é o consumo regular, e não só em fins de semana, de pequenas quantidades de álcool. Os franceses têm taxas muito baixas de doença coronária não porque eles bebem muito, mas porque eles bebem todos os dias”.
Pessoalmente acredito que o benefício não provêem simplesmente de beber uma taça de vinho durante as refeições, mais sim do hábito saudável e prazeroso de saborear comidas e bebidas diariamente. Quem saboreia não se excede, quem “degusta” não extrapola porque o prazer está situado no ponto exato da moderação, distante dos limites.
A isto se refere o Dr. Ellison quando diz que o ideal é o consumo regular, pouca quantidade e todos os dias. No Brasil, onde o consumo de vinho como hábito gastronômico é encontrado somente na região da Serra, é delicado aplicar esta recomendação. O consumo é esporádico. É importante lembrar que este hábito é geralmente herdado de avôs e pais. Os franceses bebem vinho todos os dias acompanhando suas refeições, porque foram educados assim. Criaram o hábito de se alimentar com a famosa e defendida dieta mediterrânea onde peixes, azeite de oliva e verduras predominam e onde o vinho é a bebida adequada. Como imaginar um destilado, a cerveja ou um refrigerante formando parte desta dieta? Como o vinho é considerado um alimento, a moderação resulta naturalmente.
O consumo de vinho faz bem a saúde? Sim, desde que consumido moderadamente (máximo duas taças diárias) de ser possível diariamente e acompanhado de pratos sãos.
O consumo de vinho faz mal? Sim, quando consumido exageradamente com ou sem alimentos. Ou seja assim como o sal, o açúcar, a massa, os ovos e outros alimentos, o consumo de vinho poderá fazer bem ou poderá fazer mal conforme o uso, moderado ou exagerado.

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