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terça-feira, 6 de abril de 2010

Mesa e Fino

Com a guerra predatória de preços, os vinhos provenientes de uvas da espécie européia estão muito próximos dos vinhos provenientes de uvas da espécie americana e se o consumidor não tomar cuidado poderá comprar gato por lebre.
Como diferenciar-los? Através da leitura atenta do rótulo onde constam, por força de lei, as denominações específicas de cada tipo.
Vinhos de mesa:
São os provenientes das uvas americanas e conhecidos também como vinhos comuns. As uvas americanas são mais produtivas, mais resistentes às doenças fungicas e por tal razão menos custosas razão pela qual estes vinhos são vendidos a preços menores. Com as uvas americanas são elaborados os vinhos comercializados em garrafões e os sucos de uva.
Algumas variedades americanas ou híbridas de americanas são Isabel (a mais difundida no Brasil), Concord. Seibel, Niágara, Bordó, Herbemont e Seyve Willard.
Quase todos os países produtores do mundo, salvo USA, Uruguai e Brasil, proíbem o cultivo desta espécie devido a resistência que tem em relação a uma praga conhecida como filoxera que quase acabou com a vitivinicultura mundial em inícios do século vinte.
Vinhos finos:
São os provenientes das uvas européias conhecidas como finas ou viníferas. Estas variedades são menos produtivas e sensíveis a doenças por isso os tratamentos preventivos e de combate encarecem sua produção. Os vinhos finos são vendidos principalmente na embalagem de 750 ml mas também nas de 375 ml (meia garrafa) ou 1,5 litro(magnum).
Algumas variedades viníferas são Chardonnay, Semillón, Riesling, Sauvignon Blanc, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Tannat, Merlot e outras.
Como as apresentações em embalagens de 750 ml ficam muito parecidas preste atenção com o que compra. Qualquer garrafa de vinho de mesa (por mais bonita que seja sua apresentação) que for oferecida a preço superior a R$ 5,00, é caro, e um vinho fino a menos de R$ 8,00 é perigoso.
Apesar que o erro pode custar menos de R$ 10,00, gato é gato, e lebre é lebre.

2 comentários:

Caren disse...

Excelente esclarecimento, Adolfo! Eu achava que o Uruguai não permitisse mais o cultivo das V. labrusca.
Abraços

Adolfo Lona disse...

Caren: Uruguai promoveu um importantíssimo programa de reconversão nos anos noventa com o objetivo de substituir uvas americanas por européias, financiado com recursos do INAVI - o Ibravin deles, repassados pelo Governo Federal. Pagavam um valor fixo por hectare erradicado. Apesar disso não proibiram o cultivo da espécie americana.
Abraço