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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Espumante ORUS




No dia 07 de dezembro fizemos o lançamento de nosso espumante ORUS Rosé Pas Dosé, elaborado pela método tradicional ou champenoise e com ausência total de açúcares, o que equivale ao Nature.
A produção deste pequeno lote de ORUS é feito em homenagem os clientes que nos privilegiam com sua preferência e possibilitam o crescimento constante de nosso carro-chefe o Brut Rosé Adolfo Lona.
O lote de 608 garrafas anuais resulta de um volume de 500 litros que será a quantidade que irá caracterizar este produto durante toda sua trajetória.
O ciclo de produção é de 12 + 12 meses, ou seja doze meses maturando sobre as leveduras onde ganha a complexidade aromática e gustativa que o tempo possibilita devido a autólises das leveduras e doze meses envelhecendo com a rolha definitiva quando ganha sutileza, elegância e potencia. O assemblage é uma mistura de vinhos de 3 variedades, Chardonnay, que participa com seu frescor, Pinot Noir em rosado que agrega força, e uma pequena parcela de Merlot em rosado, que complementa com elegância e ameniza a acidez.
A cor é a típica dos rosados feitos pelo método tradicional, rosada laranja clara lembrando casca de cebola, seu aroma é intenso, complexo e convidativo e o gosto é longo, marcante e potente. É um espumante que dignifica o Rio Grande do Sul e nos deixa muito orgulhosos.
O ORUS será comercializado em estojo de papelão ou madeira diretamente de nossa cantina ou através de nossos distribuidores. Em Porto Alegre será distribuído pela Hannover Vinhos cujos dados aparecem em nosso site www.adolfolona.com.br
Foi um encontro maravilhoso porque tive a oportunidade de reencontrar velhos e queridos amigos que sempre me acompanharam nos momentos importantes de minha vida.
O encontro foi feito no restaurante Hashi Art Cuisine de meu grande amigo Carlos Kristensen que nos ofereceu um coquetel digno de sua reputação com um serviço de primeira.
Entre os presentes estavam integrantes da simpática Confraria Adolfinas formada por jovens senhoras que trabalham na área do direito e que se reúnem periodicamente para passar momentos descontraídos bebericando borbulhantes taças de espumante. Na reunião de criação da Confraria foram apresentadas ao Brut Rosé Adolfo Lona do qual gostaram muito e foi inspiração para o nome da Confraria.
Confesso que fiquei extremamente orgulhoso e feliz que um produto nosso tivesse inspirado este grupo devido à qualidade.
Na primeira fotografia podem observar as adolfinas, minha esposa Silvia e minhas filhas Ana Isabel e Maria Gabriela (iniciando o grupo a esquerda). As adolfinas presentes foram
Flávia Pereira
Maria Claudia Felten
Maria Cristina
Lúcia Junqueira
Gabriela Volpato
Dinéia Anziliero
Laís Lucas
Para conferir o blog da confraria acesse www.confrariaadolfinas.blogspot.com/
Na segunda fotografia estão alguns dos presentes em ordem de esquerda para direita o diretor do Jornal de Comercio Mercio Tumelero, , deputado estadual Adão Villaverde, colunista da Zero Hora e apresentador do programa Anonymus Gourmet José Antonio Pinheiro Machado,
jornalista e colunista do Jornal de Comercio Danilo Ucha, diretor comercial do Jornal de Comercio Luiz Borges e o cheff Carlos Kristensen.
Mais abaixo a apresentação do ORUS em belo estojo de madeira, "vestido" com um medalhão de cobre frontal, um contra-rótulo transparente e um folder explicativo.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A degustação ás cegas



Toda degustação às cegas reserva surpresas porque em tese retira a subjetividade presente na degustação com conhecimento antecipado dos vinhos.Na degustação às cegas "todos os gatos são pardos" e revela o gosto individual, sem influências. Caso o júri seja formado por espertos nos vinhos avaliados, a chance de desvios é baixa.Por isso é curioso o que aconteceu na degustação feita dos maiores vinhos de Bordeaux.
Um grupo selecto de experts relacionados acima, muitos deles franceses e alguns especialistas nos vinhos desta maravilhosa região da França, se reuniram para fazer uma avaliação ás cegas de 11 vinhos. Foram degustados mitos como Château Pétrus, Margaux, Latour, Ausone e Cheval Blanc cujos preços oscilam entre 272,00 euros até mais de 1.500,00 euros com outros menos famosos e caros.
O resultado surpreendeu a todos porque os dois primeiros lugares foram ocupados respectivamente por um vinho de 152,00 euros, o Château Angélus e "pasmem".... um vinho de 14,90 euros, o Château de Reignac. O Reignac é um Bordeaux Superior que é uma das classificações básicas, elaborado com predominância de Merlot (70%) e 25% de Cabernet Sauvignon.
O Angélus é uma mistura proporcional de Merlot e Cabernet Franc. É evidente que o estilo destes vinhos mais ligeiros e frescos agradou mais que os mitológicos Latour, Petrus e Margaux e pelos comentários de boa parte dos jurados isto ficou claro.
Podemos tirar alguma conclusão útil desta degustação? Acho que pouco.
Creio que a mais importante é aquela que defendo desde sempre: as avaliações através de jurados que dão notas é pouco confiável e pode dar resultados de todo tipo. Se um grupo de consagrados experts tem opiniões tão distantes e o resultado matemático é tão surpreendente, que esperar dos resultados obtidos em concursos onde predominam jurados com pouca experiência e afinidade. Será que podemos concluir que um vinho ou espumante medalha de ouro é melhor que o medalha de prata ou bronze? Com certeza não.
Os concursos assim como as avaliações são uma loteria e o melhor que podem fazer consumidores e produtores e ficar longe deles e suas conclusões.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Pelo simples prazer


O vinho e o espumante são bebidas que ganham destaque a cada dia junto á sociedade. Parece ter surgido a necessidade que o indivíduo moderno e atualizado conheça este tema, ainda que superficialmente.
Proliferam notícias gerais e colunistas especializados nos diferentes jornais e revistas, aumentam a oferta de cursos e o número de associações, sociedades e confrarias temáticas que agrupam pessoas interessadas em saber mais sobre uvas, regiões produtoras, tipos de vinhos e degustação.
Quando as pessoas são introduzidas no mundo da uva e do vinho através de uma destas alternativas, descobrem quanto é amplo, longo e enriquecedor o tema. Há tanta bibliografia disponível nas livrarias e na internet que adquirir conhecimentos teóricos rapidamente requer interesse, um pouco de memória e muita paciência porque o caminho é longo.
Já o conhecimento prático deve ser encarado como o desafio que representa adquirir uma habilidade cumprindo as etapas que são: conhecimento, prática e aplicação.
Nos cursos, nas associações e nas confrarias se adquirem os primeiros conhecimentos iniciais e se pratica a degustação.
No hábito do consumo freqüente, quase diário, se aplicam os conhecimentos adquiridos e os sentidos se aprimoram e habituam às cores, aromas e sabores dos diferentes vinhos. Aí o caminho se alarga quase na dimensão do horizonte e a cada passo ganha tons, cheiros, aromas e sabores antes desconhecidos.
O verdadeiro apreciador de vinhos e espumantes sabe que a humildade e a paciência são suas principais virtudes: a primeira impede que caia na armadilha do “já sei tudo” e a segunda alimenta sua curiosidade.
É muito importante que as pessoas que se interessam pelo tema uva e vinho tomem o cuidado de não transformar cada encontro com o vinho numa estafante prova organoléptica onde ganha quem fala mais e diz menos ou quem recita frases de efeito.
Levar gravado que vinho bom é aquele que dá prazer ao beber-lo, independentemente da origem, tipo, variedade ou preço
Finalmente entender que a moderação no consumo valoriza o prazer de beber beneficiando a alma, e a frequência, conforme já demonstrado por inúmeros estudos, beneficia o corpo.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A minissaia

Vocês sabem, e eu também, que o principal assunto deste blog é o vinho, suas uvas, regiões, serviço, curiosidade, etc. Mas durante recente viagem a Brasília para fazer um evento de harmonização com a grande cheff Francisco, tive acesso a um artigo assinado por Adriana Berger, professora de História e Literatura Brasileira que hoje mora em Miami, Flórida, que me encantou tanto que me senti na obrigação de compartir-lo com todos vocês. Desculpem ter fugido momentaneamente do assunto principal mas este artigo é digno de ser lido saboreando uma refrescante taça de espumante.

A MINISSAIA E A LIBERDADE À BRASILEIRA
Voltei preocupada com a teoria e a prática que se alastram pelo nosso país: o da liberdade à brasileira. Pelo que vi em grandes e pequenas cidades o Brasil passa por um momento de grande licenciosidade, vulgaridade, superficialidade, besteirol. Vi meninas dançando em cima de garrafas. Sexo aberto em bailes e shows. Em novelas, programas de entretenimento, o corpo da mulher é usado e abusado. Noventa por cento da programação nacional da TV aberta é sobre cirurgia plástica, cosméticos, penteados, fofocas, brigas domésticas, rezas e “curas”, receitas, remédios, cães e bichos, violência.
Piadas, de bêbado e homossexual. “Psicólogos”, “conselheiras” sentimentais e familiares usam sofrimentos de pessoas em programas sensacionalistas. Há “formadores de opinião” para qualquer assunto. Afirmo, sem medo de errar, que nós precisamos é de formadores de caráter. Há um grande apagão cultural. É como se todos estivessem sonâmbulos. Não se discute nada de profundo, alternativas para o país. A juventude sem sonhos e poesia não tem em quê ou em quem se inspirar.
Contrabando é crime, mas, artigos contrabandeados são vendidos nas ruas na cara da polícia. O cerrado e a floresta, mais destruídos. As cidades em colapso no trânsito e na urbanidade. Crime e violência por toda parte. Milhões de brasileiros nas filas de atendimento da péssima saúde pública. O Brasil continua exportando matéria-prima e importando bugigangas. Baixa produção científica e tecnológica. Cada vez menos formandos em matemática, engenharias, física, química, biologia, ciências exatas.
Se escolas e universidades se comportassem como instituições a formar cidadãos para o equilíbrio social e moral do país discussões públicas velhas e exageradas como essa da minissaia em universidade paulista não prosperaria. O X da questão não está na altura da saia rosa-choque da aluna, mas como, onde e por que foi usada. O que fez parte da imprensa “séria” onde microfones e páginas estão nas mãos de “formadores de opinião”? Usou o assunto para aumentar audiência e tiragem. Isto È critica a Uniban por seu interesse mercantilista. O que fez a revista ao dar capa à minissaia com reportagem cheia de frases do movimento feminista dos anos 60/70? Nenhuma palavra sobre regras, normas, comportamento nas escolas, em sala de aula, respeito mútuo. Destacaram mulheres com os seios de fora em Brasília, defensoras da garota da capa.
A star is born
(Nasce uma estrela)
Com apoio da TV Globo nasce uma estrela nos costumes e no showbiz brasileiro. O cenário se repete. A moça já foi convidada para posar nua. Vai desfilar na escola de samba Porto da Pedra. Em breve poderá ter seu espaço televisivo e ser mais uma formadora de opinião. No programa "Altas Horas" ela sentou-se na cadeira da fama, mas de jeans. Mandou recado para milhões de garotas: “a roupa é minha, visto como quiser, às sextas sempre vou a baladas e já saio de casa vestida e não devo satisfação a ninguém, aquele vestido é um dos mais discretos que uso”.
Recebeu apoio de universitárias de Brasília com os seios à mostra: “se quiser ir nua que vá é a liberdade de cada um, o corpo é meu, ninguém tem nada com isso”. O apresentador do programa com cara de pateta, cercado por estudantes-tietes achando-se o máximo por promover a “liberdade”. Uma aluna de minissaia, saltos altos, super maquiada, produzida para baladas, em aula noturna, no meio de marmanjos, ou está com problemas de aceitação, chamando atenção para ser notada; ou não sabe a diferença entre o vulgar e o popular; ou esta querendo bagunçar com um confronto premeditado.
Nas escolas do mundo todo há normas, uniformes, regras de comportamento onde muçulmanos, cristãos, budistas, ateus, ricos e pobres, educam jovens que continuarão a defender valores e princípios de seus povos e países. Psicólogos, professores, ao perceberem o comportamento da aluna deveriam ter conversado com ela, orientá-la, ajudá-la a superar fobias e rejeições. Não o fizeram. A reação de estudantes foi desmedida, vazia de conteúdo. Sem instituições sólidas, cria-se a liberdade à brasileira.
Em que ou em quem se espelha a aluna do microvestido? O que tem aprendido em ética, valores, comportamento e convivência social? O que ela ouve e vê a seu redor? “Sou livre, visto o que quiser a hora que quiser”. Num país sem retentores morais, com apatia política e cultural, sem critérios, a garota não tem a quem responder ou dar satisfação. Nem em casa, nem na escola, nem à sociedade, nem ao país. “Se, juiz e desembargador podem, eu posso; se deputado e senador fazem, eu também posso fazer; se o presidente, seus ministros, o prefeito, podem, eu também posso”.
A TV incentiva quebradores de regras. Cria espaço para mulher-melancia, samambaia, melão, morango. Popozudas ensinam danças, abrem as nádegas e, se abaixam, para mostrar mais. O programa Fantástico da TV Globo no dia 15 de novembro entrou em milhões de lares promovendo o livro e o filme da ex-prostituta Surfistinha, a garota da mina saia e o concurso Menina Fantástico. A Proclamação da República, data histórica do povo brasileiro não interessa. Não dá IBOPE. Em dez minutos, a TV Globo daria a milhões de jovens uma necessária aula da queda do império, a velha República, a era Vargas, JK, a ditadura militar e em 15 de novembro de 1989 a Nova República.
Estão rasgando páginas de nossa história. A memória nacional se extingue. Com tanta noticia que precisa ser dado ao povo o noticiário noturno (Globo), no dia 16/11, se despediu destacando prostituta de noticia velha de tablóide inglês.
O que ensina e estimula a mais rica e poderosa escola do Brasil? Não há na TV aberta brasileira (concessão pública) incentivo ao cumprimento de leis, a regras de respeito mútuo, à solidariedade e cooperação. Destaques, astros e estrelas, são os da marginalidade, corruptos bem-sucedidos, políticos mentirosos, os da sexualidade vulgar.
Meu querido Brasil: rico por natureza, mas pobre de cidadania, princípios e ética.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O ácido acético


O ácido acético é um ácido orgânico que se forma durante a fermentação alcoólica de forma natural. A quantidade existente no vinho é variável dependendo do tipo de uva, do sistema e cuidados na vinificação, do tipo de leveduras e dos cuidados durante a conservação e envelhecimento. Geralmente nos vinhos brancos os teores são inferiores aos tintos porque são elaborados sem as cascas, a baixa temperatura e são comercializados mais rapidamente. Nestes vinhos os teores são inferiores a 0,40 g/1000 e nos tintos que são elaborados com as cascas, a temperaturas maiores, são maturados em madeira e envelhecidos os teores podem chegar até 0,70 g/1000.
O fato gerador do aumento da acidez volátil é a incorporação de oxigénio ao vinho que provoca a proliferação das bactérias acéticas que atacam o álcool etílico (C3 - CH2OH) e formam o ácido acético (CH3 - COOH). Quando os teores superam 1,0 g/1000 surge o gosto e o aroma de vinagre que altera substancialmente a qualidade do vinho.
As vinícolas utilizam todos os recursos para evitar este problema tão sério, como utilizar uvas em perfeito estado sanitário, reservatórios em bom estado de conservação e higiene (por isso é preferível o aço inoxidável) e sistemas de elaboração que protejam o produto de qualquer proliferação de bactérias.
A recomendação de manter as garrafas em locais obrigados de temperaturas altas e na posição horizontal tem por objetivo este propósito. A rolha, que é permeável ao ar, ganha porosidade quando a garrafa está na posição vertical sem contato com o vinho, e desta forma facilita a formação de colónias de bactérias que poderão atacar o vinho. Este fenómeno não acontece em curto espaço de tempo mas sempre é recomendável tomar estes cuidados. Não há surpresa pior do que abrir uma garrafa de vinho guardada demoradamente para saborear-la num momento especial, e que o vinho esteja estragado pelo alto teor de ácido acético.
Todo o cuidado é pouco!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

ST - Sempre tirando



Este ano de 2009 que está finalizando será lembrado pela indústria vitivinícola brasileira como o ano em que os governos estaduais, numa demonstração de extrema criatividade, implementaram uma nova modalidade de cálculo do ICMS. Chamaram de substituição tributária - ST que eu batizei de "sempre tirando".
A brincadeira consiste em cobrar adiantadamente do produtor, ICM sobre um suposto preço final de venda praticado pelo lojista ou revendedor. Este novo valor de ICM é de 25% sobre um preço de venda final que as cabeças pensantes dos governos estaduais estimam. Como o objetivo é faturar, estimam mais alto que a realidade.
Isto onerou ainda mais a afogada cadeia produtiva. Para os vinhos de mesa, mais baratos e competitivos, foi mortal e será sentido nos volumes a curto prazo minando a base das pequenas propriedades que são sustentadas pela venda das uvas para esta finalidade.
Se a soma de impostos sobre uma garrafa de vinho ou de espumante vendida na prateleira atingia mais de 52% antes deste invento, agora se aproxima dos 55%. Como ser competitivo, como manter uma estrutura produtiva, como investir nos negócios com este irresponsável sócio que leva mais da metade do faturado pela cadeia? Poderia ser um consolo se o dinheiro retorna-se na forma de serviços decentes e primários como saúde, segurança, estradas, transporte coletivo, ensino, etc.
Infelizmente o dinheiro vai para sustentar estruturas de governo absolutamente inoperantes, desvios de todo tipo e algumas obras mais "eleitoreiras".
Até quando empresários, comerciantes e consumidores vamos agüentar esta farra com o dinheiro que geramos?
Enquanto aguardamos vamos ficando com a cara igualzinha à do nosso amigo acima.

domingo, 1 de novembro de 2009

Cristais


Jantando recentemente num restaurante de Porto Alegre percebi que uma mesa ao lado reclamava do garçom a presença de pequenos cristais depositados no fundo da garrafa de vinho tinto. Como o garçom não sabia explicar o motivo deste material e tentando evitar uma má impressão sobre o vinho, me identifiquei como enólogo e expliquei a razão: eram cristais de um sal do ácido tartárico que se formam ao submeter o vinho a baixas temperaturas, absolutamente naturais e que não ofereciam nenhum risco. O vinho era argentino e fora esfriado de forma rápida num balde com muito gelo. É importante ressaltar que em determinadas condições esta cristalização pode ser freqüente: a maioria dos vinhos importados não são esfriados antecipadamente na cantina, o que evitaria este problema porque os cristais seriam formados e retirados através de uma filtração. Não são esfriados por duas razões: a primeira e mais importante é que o frio pode alterar as características organolépticas, principalmente a estrutura de sabor. O segundo motivo é que nestes países os vinhos tintos não são consumidos frios e sim a temperatura ambiente, quase sempre próxima dos dezoito graus.
Por conta do hábito existente em algumas regiões do Brasil de esfriar exageradamente os vinhos, sejam brancos ou tintos, a grande maioria das vinícolas do Brasil, para evitar problemas como o do casal citado, "estabilizam" todos os vinhos.
Se por acaso você enfrentar uma situação destas, não fique estressado. Beba com tranquilidade até os cristais.São compostos do um ácido orgânico chamado tartárico, que se encontra somente na uva. É tão importante que antigamente era chamado de ácido úvico.