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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Capital do Espumante?

Farroupílha planeja a realização do primeiro Festival do Moscatel e com isso cria a expectativa de transformar-se na Capital do Espumante deixando para trás Garibaldi, conhecida como Metrópole do Espumante.

Ao final Peterlongo começou a elaborar essa bebida em inicios do século passado, e insiste erradamente em chamar de Champagne, e no ano de 1981 o município realizou a memorável Festa Nacional da Champanha.

Mas, será que Garibaldi merece ser a Capital ou a Metrópole ou seja o que for?
Que faz Garibaldi para manter esse título honorífico?

NADA, ABSOLUTAMENTE NADA.
E por isso não surpreenderia que perdesse essa honraria ganha com o esforço inicial de Peterlongo que foi complementado nos anos setenta e oitenta por vinícolas que aqui chegaram.

A realidade é que não basta fazer uma festa a cada dois anos. Não basta ter folders, rotas temáticas, confraria do Espumante. É necessário demonstrar aos garibaldenses e principalmente aos visitantes que o espumante faz parte da cultura e da vida de Garibaldi.

É necessário que o visitante, ao chegar a nossa cidade, se sinta invadido pela cultura do espumante, possa consumi-lo em diferentes locais, com preços convidativos, saia daqui com a sensação que esteve no berço do espumante brasileiro.

Ao contrário, quem chega não tem onde comer, onde saborear pratos que harmonizem com o espumante, onde beber os diferentes tipos que existem, confortavelmente sentado, sendo bem servido, com explicações, recebendo toda a atenção que merece.

Tem as visitas às cantinas?
Sim, mas nelas ele é recebido de forma burocrática, por atendentes muito simpáticas e esforçadas que repetem o roteiro estabelecido quase que automaticamente.

Em repetidas visitas feitas pelos candidatos a prefeito do município sempre insisti na criação do calçadão no trajeto que une o Banco Bradesco om a ótica Bellini porque achei e acho que é a forma mais efetiva de criar um espaço para o espumante.
Com este espaço bem arborizado, com bancos, passeios, onde a decoração estimularia a caminhada e o consumo de espumantes na calçada, embaixo de sombrinhas ou pérgolas.
Seria um programa diário a disposição dos visitantes e obrigatório como ponto de encontro dos garibaldenses.
Até um local destinado a comercialização de espumante a preços promocionais poderia ter.

Que falta? Coragem e ideias claras sobre o papel que desempenhará agora e no futuro o bom espumante aqui elaborado que é motivo de orgulho de todos nós.

Fazer algo dá trabalho e demora em dar resultados. Não fazer nada é mais cómodo e menos arriscado. Até agora Garibaldi optou pela omissão.
Cuidado, Farroupilha bem aí...

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