Degustar o Baron de Lantier Pinot Noir 1991 em São Paulo na companhia de amigos apreciadores de bons vinhos foi uma imensa alegria principalmente ao constatar que ele estava perfeito, com justa evolução, elegante apesar de sua mediana estrutura, macio, perfeito. Isto apesar dos 21 anos que enfrentou com valentia.
Nesta degustação também avaliamos a evolução de diferentes safras do Baron de Lantier Cabernet Sauvignon, de 1985 até 1999 quando comprovamos que estes também se mantiveram em excelentes condições.
Ao final desta inesquecível experiência, meu amigo Beto Duarte, um dos responsáveis pela organização, me questionou se era possível nos dia atuais elaborar vinhos longevos, que desafiam o tempo...e ganham dele. Contestei que sim, que é possível, que apesar do conceito equivocado que alguns formadores de opinião têm, no Rio Grande do Sul e na Serra Gaúcha se podem elaborar vinhos tintos fantásticos, dignos. Basta não buscar condições que não existem nem características que não são nossas.
Vou explicar.
Graduação alcoólica: Todos os vinhos Baron de Lantier tinham graduação alcoólica máxima de 12% e a maioria entre 11,5 e 12%. Por quê? Porque a uva dificilmente atinge um grau de maturação que permita superar estes porcentagens. Todo mundo sabe da existência de vinhos famosíssimos de excepcional qualidade que possuem graduação alcoólica nestes níveis.
Infelizmente a parkerização dos vinhos e a influencia de alguns famosos “consultores” provocaram uma nefasta padronização dos vinhos, aprovada pelo mercado, direcionada à alta graduação alcoólica, muita madeira e pouca substância.
Algumas cantinas precisando participar desse mercado, num primeiro momento lançaram alguns vinhos com este estilo, exageradamente chaptalizados para ganhar graduação, maderizados rapidamente e submetidos a micro oxigenação induzida.
O resultado? Vinhos ao estilo da moda mas distante do estilo próprio da região.
As uvas utilizadas na elaboração do Baron provinham de produtores selecionados e controlados, com produtividade adequada á finalidade, que utilizavam as práticas sugeridas pelos agrônomos da cantina. Chegavam à cantina sadias, com potencial alcoólico justo e com alta carga de componentes da cor.
O critério era simples: o vinho é resultante da matéria prima utilizada que por sua vez corresponde às condições do terroir. Nada mais que isto.
Vinificação: Maceração tradicional com controle dos componentes retirados. Este controle permite definir o momento do descube ou separação das cascas.
Uso da madeira: Na maturação em barrica de carvalho por períodos controlados, que variam a cada ano, o vinho tinto sofre a transformação de seus taninos que ganham maciez, elegância, potencia por conta da polimerização dos mesmos. O controle permite acompanhar esta evolução no momento certo impedindo o excesso de madeira que toma conta, esconde, invade.
O uso de chips é um atentado às boas técnicas. Não cumpre o papel de polimerização dos taninos e satura o vinho de gosto e aromas da madeira.
Estou convencido que as vinícolas da Serra Gaúcha pouco intervencionistas, que procuram traduzir o potencial de suas uvas e que não correm contra o tempo, como Angheben, Vallontano, Pizzato para citar algumas, estão produzindo vinhos que surpreenderão nas próximas décadas assim como o Baron de Lantier surpreendeu.
Tenho certeza que o tempo me dará a razão, basta aguarda-los.
Estou iniciando o blog "VINHO SEM FRESCURAS" justamente porque estou cansado de tanta frescura quando o tema é vinho. Pretendo abordar todos os assuntos relacionados a esta bebida tão natural da forma mas simples possível. Participe enviando noticias, comentários, críticas ou elogios sobre vinhos, espumantes nacionais ou estrangeiros e até, se quiser, sobre algúm de meus espumantes ou vinho que elaboro na pequena e simpática cidade de Garibaldi no interior de Rio Grande do Sul.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
A prova material do assassinato
A provocação de Peter no blog Alem do vinho, relatada no artigo abaixo "Assassinando o espumante" e as opiniões a favor e contra do uso do decanter para arejar espumantes precisava ser comprovada.
E foi.
O resultado, como já esperava, é uma clara demonstração "ao vivo" da forma mais eficaz de deixar "choco" um belo espumante.
Veja o vídeo e tire suas próprias conclusões.
http://www.youtube.com/watch?v=dJCZcGeSEvQ
Como foi recomendado o decanter foi esfriado devidamente e foi utilizado em espumante método champenoise de ciclo longo para simular a situação proposta.
A espuma que se observa ao colocar o espumante no decanter não é detergente nem resíduos de sabão, É ESPUMA DO GÁS FUGINDO DO LIQUIDO.
E foi.
O resultado, como já esperava, é uma clara demonstração "ao vivo" da forma mais eficaz de deixar "choco" um belo espumante.
Veja o vídeo e tire suas próprias conclusões.
http://www.youtube.com/watch?v=dJCZcGeSEvQ
Como foi recomendado o decanter foi esfriado devidamente e foi utilizado em espumante método champenoise de ciclo longo para simular a situação proposta.
A espuma que se observa ao colocar o espumante no decanter não é detergente nem resíduos de sabão, É ESPUMA DO GÁS FUGINDO DO LIQUIDO.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
A França quer assassinar o vinho!
O mau exemplo da França que esperamos não seja efetivado nem copiado por outros países
Noticias chegadas da França informam que produtores e profissionais da uva e do vinho deste país estão em polvorosa porque o governo anunciou medidas que restringem a presença desta milenar bebida na mídia.
Uma das medidas prevê o controle da mídia proibindo qualquer meio de comunicação de falar positivamente sobre vinhos para não estimular o consumo de álcool entre os jovens.
As propostas tem itens ainda mais polêmicos: proibição de falar sobre vinhos em blogs, sites e internet, radicalização das mensagens de alerta sobre o consumo de álcool, divulgação das unidades de álcool na embalagem além do teor alcoólico e, como não podia faltar, aumento da tributação do vinho.
Tudo é muito estranho e seria bom saber o que há por trás de tudo, isto porque não é possível que um país como a França queira acabar com um dos símbolos mais marcantes da sua cultura, e com um produto que representa uma gorda parcela de suas exportações.
Enquanto o mundo entende a cada dia mais os benefícios que o consumo moderado de vinho proporciona ao corpo e à alma, a França corre no sentido contrário ao querer associar este hábito aos maus costumes, ao abuso, ao descontrole.
Se a preocupação é por um eventual aumento do alcoolismo na população jovem o tiro é na direção errada. Ao longo de séculos, em especial quando os volumes consumidos eram maiores, ficou demonstrado que alcoolismo está associado ao consumo de bebidas brancas, destiladas, que tem um efeito mais rápido, ideais para os que procuram “ganhar coragem” de imediato ao bebê-las puras ou misturadas a energéticos quando a viagem desejada é mais longa e duradoura. Isto deveria ser combatido e não somente na França.
O estímulo ao consumo de bebidas focadas na juventude apresentadas em embalagens sugestivas, na forma de coquetéis que são verdadeiras bombas de efeito retardado pela alta graduação alcoólica e que tornam charmoso o consumo de vodca, gim e run.
O vinho é bebido por prazer, sentindo seus aromas e sabores com facilidade pela moderada graduação alcóolica e por ser resultante das características da uva que o gerou.
Os blog de vinhos, sites e artigos exaltam o vinho como uma bebida associada à moderação, a reflexão, a momentos prazerosos, à possibilidade dada a todas as pessoas de saborear e diferenciar aromas e gostos, viajar pelas regiões produtoras, suas uvas, seus vinhos, seus costumes. Condena-los como exaltadores do alcoolismo é tão absurdo que é difícil imaginar que esta ideia brilhante possa ter saído de alguma mente brilhante francesa.
Querer aumentar os tributos sobre o vinho somente se explicaria como medida para ajudar a França a sair da crise profunda em que se encontra mas porque matar a galinha dos ovos de ouro?
Caso queira se manifestar contra este absurdo que ataca a figura do vinho e que poderá ser contagioso entre no site http://www.cequivavraimentsaoulerlesfrancais.fr/
Eu já deixei registrada minha revolta.
Noticias chegadas da França informam que produtores e profissionais da uva e do vinho deste país estão em polvorosa porque o governo anunciou medidas que restringem a presença desta milenar bebida na mídia.
Uma das medidas prevê o controle da mídia proibindo qualquer meio de comunicação de falar positivamente sobre vinhos para não estimular o consumo de álcool entre os jovens.
As propostas tem itens ainda mais polêmicos: proibição de falar sobre vinhos em blogs, sites e internet, radicalização das mensagens de alerta sobre o consumo de álcool, divulgação das unidades de álcool na embalagem além do teor alcoólico e, como não podia faltar, aumento da tributação do vinho.
Tudo é muito estranho e seria bom saber o que há por trás de tudo, isto porque não é possível que um país como a França queira acabar com um dos símbolos mais marcantes da sua cultura, e com um produto que representa uma gorda parcela de suas exportações.
Enquanto o mundo entende a cada dia mais os benefícios que o consumo moderado de vinho proporciona ao corpo e à alma, a França corre no sentido contrário ao querer associar este hábito aos maus costumes, ao abuso, ao descontrole.
Se a preocupação é por um eventual aumento do alcoolismo na população jovem o tiro é na direção errada. Ao longo de séculos, em especial quando os volumes consumidos eram maiores, ficou demonstrado que alcoolismo está associado ao consumo de bebidas brancas, destiladas, que tem um efeito mais rápido, ideais para os que procuram “ganhar coragem” de imediato ao bebê-las puras ou misturadas a energéticos quando a viagem desejada é mais longa e duradoura. Isto deveria ser combatido e não somente na França.
O estímulo ao consumo de bebidas focadas na juventude apresentadas em embalagens sugestivas, na forma de coquetéis que são verdadeiras bombas de efeito retardado pela alta graduação alcoólica e que tornam charmoso o consumo de vodca, gim e run.
O vinho é bebido por prazer, sentindo seus aromas e sabores com facilidade pela moderada graduação alcóolica e por ser resultante das características da uva que o gerou.
Os blog de vinhos, sites e artigos exaltam o vinho como uma bebida associada à moderação, a reflexão, a momentos prazerosos, à possibilidade dada a todas as pessoas de saborear e diferenciar aromas e gostos, viajar pelas regiões produtoras, suas uvas, seus vinhos, seus costumes. Condena-los como exaltadores do alcoolismo é tão absurdo que é difícil imaginar que esta ideia brilhante possa ter saído de alguma mente brilhante francesa.
Querer aumentar os tributos sobre o vinho somente se explicaria como medida para ajudar a França a sair da crise profunda em que se encontra mas porque matar a galinha dos ovos de ouro?
Caso queira se manifestar contra este absurdo que ataca a figura do vinho e que poderá ser contagioso entre no site http://www.cequivavraimentsaoulerlesfrancais.fr/
Eu já deixei registrada minha revolta.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Assassinando o espumante
Agora foi a vez de meu amigo Peter Wolffenbuttel do blog Alem do vinho que traz outra novidade anunciada mundialmente: o decanter para oxigenar espumantes.
Transcrevo o texto explicativo:
“Estranho para uns, polêmico para outros, inútil para terceiros. Mas ele existe, sim. E é usado como na foto acima.
Utiliza-se um decanter para aumentar a área de oxigenação, assim “arrumamos” um vinho que se encontra fechado e com redução de oxigênio por longo tempo.
Vinhos tranquilos, brancos e tintos com mais de 05 anos de garrafa, sempre é recomendável a utilização deste auxiliar no serviço do vinho.
No champagne muito antigo visa-se o mesmo efeito. Não é para perder as bolinhas, o famoso perlage ou colar de pérolas, mas sim dar um medido “susto” de oxigenação no champagne que se encontra fechado tem tempo.
Uns podem achar estranho outros um sacrilégio, mas é usado ainda na França.
Tanto é verdade que a empresa Riedel, mestra e única na arte de fabricar taças e decanter para os vinhos já produziu um especialmente para estes casos.”
Como sempre afirmei o mundo do vinho é extremamente generoso, aceita de tudo, até algumas bobagens.
Cada um tem o direito de fabricar o que quer e as pessoas o direito de utiliza-lo, elogia-lo, admira-lo, ama-lo ou odiá-lo.
Eu somente digo que um "equipamento de serviço" que propõe "assassinar" um produto não pode ser levado a sério.
A ESSÊNCIA DO ESPUMANTE é o gás e seus efeitos.
Não é por nada que todos os que o produzimos procuramos incorpora-lo de forma lenta e gradual, de modo a que quando se manifeste o faça proporcionando ao apreciador aquela magia inigualável, única.
Ou por acaso há algo tão magnífico como o fino, lento e persistente perlage que além de produzir um efeito visual exuberante também tem a função de transportar os aromas até a boca da taça?
Afirmar que colocar o espumante num decanter provoca somente a oxigenação sem perda de gás é desconhecer o comportamento deste ao estar dissolvido num líquido.
A fotografia mostrada acima fala por si. Ou acham que essa espuma branca é efeito da respiração?
Se uma pessoa se incomoda pelo volume de gás de um espumante, que beba vinho tranquilo.
Se ainda assim se sente incomodado, que beba água mineral sem gás.
Se o gás num espumante é muito agressivo, que mude de marca ou método.
Geralmente o método tradicional, mais longo, proporciona espumantes com bolhas menores, menos agressivas ao paladar.
ESPUMANTE É PARA SER APRECIADO COM A PRESENÇA TOTAL DE SEU PRINCIPAL COMPONENTE: O GÁS CARBÔNICO.
Se não gosta, não beba.
Respeite-lo, tenha piedade dele, não o assassine, custou muito dinheiro e tempo elabora-lo.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Capital do Espumante?
Farroupílha planeja a realização do primeiro Festival do Moscatel e com isso cria a expectativa de transformar-se na Capital do Espumante deixando para trás Garibaldi, conhecida como Metrópole do Espumante.
Ao final Peterlongo começou a elaborar essa bebida em inicios do século passado, e insiste erradamente em chamar de Champagne, e no ano de 1981 o município realizou a memorável Festa Nacional da Champanha.
Mas, será que Garibaldi merece ser a Capital ou a Metrópole ou seja o que for?
Que faz Garibaldi para manter esse título honorífico?
NADA, ABSOLUTAMENTE NADA.
E por isso não surpreenderia que perdesse essa honraria ganha com o esforço inicial de Peterlongo que foi complementado nos anos setenta e oitenta por vinícolas que aqui chegaram.
A realidade é que não basta fazer uma festa a cada dois anos. Não basta ter folders, rotas temáticas, confraria do Espumante. É necessário demonstrar aos garibaldenses e principalmente aos visitantes que o espumante faz parte da cultura e da vida de Garibaldi.
É necessário que o visitante, ao chegar a nossa cidade, se sinta invadido pela cultura do espumante, possa consumi-lo em diferentes locais, com preços convidativos, saia daqui com a sensação que esteve no berço do espumante brasileiro.
Ao contrário, quem chega não tem onde comer, onde saborear pratos que harmonizem com o espumante, onde beber os diferentes tipos que existem, confortavelmente sentado, sendo bem servido, com explicações, recebendo toda a atenção que merece.
Tem as visitas às cantinas?
Sim, mas nelas ele é recebido de forma burocrática, por atendentes muito simpáticas e esforçadas que repetem o roteiro estabelecido quase que automaticamente.
Em repetidas visitas feitas pelos candidatos a prefeito do município sempre insisti na criação do calçadão no trajeto que une o Banco Bradesco om a ótica Bellini porque achei e acho que é a forma mais efetiva de criar um espaço para o espumante.
Com este espaço bem arborizado, com bancos, passeios, onde a decoração estimularia a caminhada e o consumo de espumantes na calçada, embaixo de sombrinhas ou pérgolas.
Seria um programa diário a disposição dos visitantes e obrigatório como ponto de encontro dos garibaldenses.
Até um local destinado a comercialização de espumante a preços promocionais poderia ter.
Que falta? Coragem e ideias claras sobre o papel que desempenhará agora e no futuro o bom espumante aqui elaborado que é motivo de orgulho de todos nós.
Fazer algo dá trabalho e demora em dar resultados. Não fazer nada é mais cómodo e menos arriscado. Até agora Garibaldi optou pela omissão.
Cuidado, Farroupilha bem aí...
Ao final Peterlongo começou a elaborar essa bebida em inicios do século passado, e insiste erradamente em chamar de Champagne, e no ano de 1981 o município realizou a memorável Festa Nacional da Champanha.
Mas, será que Garibaldi merece ser a Capital ou a Metrópole ou seja o que for?
Que faz Garibaldi para manter esse título honorífico?
NADA, ABSOLUTAMENTE NADA.
E por isso não surpreenderia que perdesse essa honraria ganha com o esforço inicial de Peterlongo que foi complementado nos anos setenta e oitenta por vinícolas que aqui chegaram.
A realidade é que não basta fazer uma festa a cada dois anos. Não basta ter folders, rotas temáticas, confraria do Espumante. É necessário demonstrar aos garibaldenses e principalmente aos visitantes que o espumante faz parte da cultura e da vida de Garibaldi.
É necessário que o visitante, ao chegar a nossa cidade, se sinta invadido pela cultura do espumante, possa consumi-lo em diferentes locais, com preços convidativos, saia daqui com a sensação que esteve no berço do espumante brasileiro.
Ao contrário, quem chega não tem onde comer, onde saborear pratos que harmonizem com o espumante, onde beber os diferentes tipos que existem, confortavelmente sentado, sendo bem servido, com explicações, recebendo toda a atenção que merece.
Tem as visitas às cantinas?
Sim, mas nelas ele é recebido de forma burocrática, por atendentes muito simpáticas e esforçadas que repetem o roteiro estabelecido quase que automaticamente.
Em repetidas visitas feitas pelos candidatos a prefeito do município sempre insisti na criação do calçadão no trajeto que une o Banco Bradesco om a ótica Bellini porque achei e acho que é a forma mais efetiva de criar um espaço para o espumante.
Com este espaço bem arborizado, com bancos, passeios, onde a decoração estimularia a caminhada e o consumo de espumantes na calçada, embaixo de sombrinhas ou pérgolas.
Seria um programa diário a disposição dos visitantes e obrigatório como ponto de encontro dos garibaldenses.
Até um local destinado a comercialização de espumante a preços promocionais poderia ter.
Que falta? Coragem e ideias claras sobre o papel que desempenhará agora e no futuro o bom espumante aqui elaborado que é motivo de orgulho de todos nós.
Fazer algo dá trabalho e demora em dar resultados. Não fazer nada é mais cómodo e menos arriscado. Até agora Garibaldi optou pela omissão.
Cuidado, Farroupilha bem aí...
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Parabéns Governo de São Paulo
Como era esperado, o Governo de São Paulo, pensando no futuro de seus cidadãos, aumentou o valor da MVA que resultará em aumento no valor da “mardita” ST que todos conhecemos como funciona.
Ou seja, o Governo terá mais recursos para gastar em obras inexistentes, desviar para campanhas políticas e continuar enriquecendo alguns “maus prestadores de serviços públicos”.
Ameaçaram dobrar o valor da ST, todo mundo ficou apavorado e ante o choro geral foram bonzinhos e aumentaram somente 13%. O valor do preço com impostos terá de ser multiplicado por 77% e não mais por 68,24 atuais.
Imagina, só isso?
Muitas pessoas reclamam do preço dos vinhos. Que podemos fazer ante esta situação que nos obriga a ter um sócio compulsório que leva agora quase 60% do preço final?
O ideal seria desfazer a sociedade, mandar embora, demissão por justa causa. O problema é um detalhe: É COMPULSÓRIO, ninguém quer, mas é obrigado a conviver com ele.
Infelizmente este custo adicional terá de ser repassado e a provável consequência seja queda de consumo e queda de arrecadação.
Ou seja, todos perderemos.
Parabéns ao Governo de São Paulo!!
ORUS: finalmente indo ao encontro de seus apreciadores
Iniciamos a fase de acabamento do lote 2013 de nosso espumante ORUS – Rosé Pas Dosé.
Em poucos dias ele será entregue às pessoas que fizeram reservas antecipadamente e chegará a nossos distribuidores em todo o Brasil.
Este lote foi avaliado por diferentes grupos e por tal razão podemos afirmar que está soberbo, pronto para oferecer maravilhosos momentos a quem o aprecie ou enfrentar o tempo junto aos menos apressurados.
Nas fotos mostramos o momento no qual mãos dedicadas e pacientes ajustam a medalhão metálico simples que o caracteriza e inicia “o vestido da garrafa”.
Em outra, algumas garrafas enfileiradas formando a composição de 628 unidades que nos deixarão, já com saudade.
Por último, e como coroamento de todo este esforço, mostramos como esse estúpido selo fiscal inventado por figuras proeminentes do setor vitivinícola brasileiro, quase estraga tudo.
Sucesso ao ORUS lote 2013!!
Felicidades e bons momentos para aqueles que o apreciem!!
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