Estarei realizando o primeiro Curso de Vinhos da América do Sul de 2011 que será no Sábado 18 de junho em nossa cantina na cidade de Garibaldi.
Além de conhecer a vitivinicultura da Argentina, Brasil, Chile e Uruguai o participante poderá, durante a visita a nossa pequena produtora, aprender sobre como é elaborado um espumante pelo método tradicional e presenciar um degourgement, última operação de limpeza e acabamento dos espumantes.
No fim do curso haverá um almoço típico italiano acompanhado de espumantes, vinhos brancos e tintos.
Venha a conhecer e degustar vinhos brancos e tintos produzidos nos principais países produtores da América do Sul. Conheça entre outros, o Malbec argentino , o Carmenere chileno, o Tannat uruguaio e o Merlot brasileiro.
O conteúdo é:
- Dados comparativos entre os quatro países.
- Origem e história de seus vinhos.
- Noções básicas da degustação de vinhos brancos.
- Degustação às cegas de quatro vinhos brancos: Torrontés, Sauvignon Blanc (dois) e Chardonnay.
- O mercado brasileiro de vinhos e a participação de cada um.
- O serviço do vinho: compra, guarda, harmonização e serviço.
- Noções básicas da degustação de vinhos tintos.
- Degustação às cegas de quatro vinhos tintos: Tannat, Carmenere, Malbec e Merlot.
Programa:
09:30 às 13:00 hs
- Curso, degustações e entrega de diplomas.
13:00 às 14:30 hs
- Almoço típico italiano acompanhado de espumantes, vinhos brancos e vinhos tintos.
Valor
R$ 150,00 por pessoa
Interessados podem escrever para vinhos@adolfolona.com.br ou telefonar para Ana pelo fone 54. 3462.4014.
Estou iniciando o blog "VINHO SEM FRESCURAS" justamente porque estou cansado de tanta frescura quando o tema é vinho. Pretendo abordar todos os assuntos relacionados a esta bebida tão natural da forma mas simples possível. Participe enviando noticias, comentários, críticas ou elogios sobre vinhos, espumantes nacionais ou estrangeiros e até, se quiser, sobre algúm de meus espumantes ou vinho que elaboro na pequena e simpática cidade de Garibaldi no interior de Rio Grande do Sul.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Fundo "picado"

As pessoas se perguntam por que o fundo das garrafas de espumante tem esse formato com uma curvatura para dentro. Será que é para colocar o dedo polegar quando se serve segurando na parte inferior ou é para dar charme á garrafa. Por nenhum dos dois motivos. Este formato do fundo surgiu antigamente quando as garrafas eram feitas “no sopro”, ou seja, uma a uma, manualmente, soprando uma gota de vidro colada na extremidade de um cano e dando o formato girando este. Devido à precariedade do sistema para esta finalidade, a distribuição do vidro era muito irregular, grosso em algumas partes, fino em outras. Com a pressão que se formava durante o processo de elaboração no método tradicional, as garrafas quebravam com facilidade no canto vivo formado na junção da parede com o fundo. A solução foi dar resistência a esta área aumentado a quantidade de vidro e dando formato côncavo. Hoje, com as técnicas modernas de fabricação de garrafas onde se consegue excelente distribuição do vidro esta particularidade do fundo é dispensável. Mantêm-se porque faz parte do formato tradicional da garrafa chamada “champanheira” utilizada para engarrafar e produzir espumantes em todo o mundo.
Uvas difíceis

As uvas tintas Pinot Noir, originária da região de Bourgogne e Tannat, originária do sudoeste da França são desafiadoras para os enólogos de todo o mundo. A Pinot Noir apesar de sua sensibilidade ás intempéries do clima e sua difícil adaptação, é extremamente generosa porque quando não atinge bons níveis de maturação para tintos, pode ser utilizada para a elaboração de vinhos bancos “Blanc de noir” magníficos para dar estrutura aos espumantes. No Brasil ela é presença quase que obrigatória nos bons espumantes.
Para elaborar um bom tinto devemos admitir que não há região no mundo que consiga elaborar um Pinot com a estrutura, elegância e personalidade como na Bourgogne.
Já na uva Tannat, o desafio é domar a carga de taninos que deixa os vinhos duros e adstringentes. Um exemplo de como é possível conseguir vinhos equilibrados e saborosos vem do Uruguai onde a Tannat se transformou na uva emblemática. Este pequeno país é um exemplo de esforço concentrado. Nas últimas décadas, através de um audacioso programa de reconversão, conseguiram mudar sua tradicional estrutura produtiva focada em quantidade para uma viticultura direcionada a qualidade e baixa produtividade. Os vinhos de Tannat são soberbos quando compostos com uma pequena parcela de Merlot já que esta uva aporta elegância e maciez.
Não tem melhor
Manter uma garrafa de espumante na parte inferior da porta da geladeira, lá onde geralmente colocamos os refrigerantes e a água, é uma forma inteligente de estar sempre preparados para uma visita inesperada. Nenhuma bebida será tão acolhedora e festiva. Os menos habituados poderão pensar que chegaram no dia de seu aniversário e lamentarão não ter levado um presente, mais ao perceberem que o motivo é simplesmente festejar o encontro, se sentirão homenageados e felizes. Se a visita inesperada não chega e a garrafa está pedindo para ser consumida, abra e beba. Acha que não tem nenhum motivo? Então beba por isso. O talentoso pensador e escritor irlandês Oscar Wilde escreveu uma frase tão simples como verdadeira: “Só as pessoas sem imaginação não conseguem encontrar um motivo para beber um champagne”. Não seja uma delas.
sábado, 30 de abril de 2011
Curso no dia 21 de maio
No dia 21 de maio estaremos realizando em Garibaldi o segundo curso do ano abordando o tema “O MUNDO DOS ESPUMANTES”.
O Curso de Degustação de Espumantes tem o propósito de desmistificar esta bebida associada a festividades especiais, e mostrar as diferenças que existem entre os diferentes espumantes do mundo. O conteúdo é:
- Origem e história dos espumantes naturais.
- Onde tudo começou, evolução e a difusão do espumante pelo mundo.
- Nomes e regiões dos principais espumantes naturais.
- Os métodos de elaboração Charmat e Champenoise
- Degustação às cegas de quatro espumantes pelo método Charmat, Prosecco,
Moscatel Espumante, Brut e Brut Rosé.
- Método Champenoise (tradicional): visita ás instalações e explicação sobre o método.
- Diferenças entre os espumantes conforme o método.
- Evolução dos espumantes no Brasil.
- O mercado brasileiro
- Harmonização e serviço do espumante.
- Degustação ás cegas de quatro espumantes pelo método Tradicional, Champagne,
Cava, espumantes Brut e Nature.
Programação
09:30 às 13:00 hs
- Curso, degustações e visita técnica
13:00 às 14:30 hs
- Almoço e entrega de diplomas.
Valor
R$ 150,00 por pessoa
Informações pelos fones (54) 3462.4014 / 4124 ou pelo e-mail vinhos@adolfolona.com.br.
O Curso de Degustação de Espumantes tem o propósito de desmistificar esta bebida associada a festividades especiais, e mostrar as diferenças que existem entre os diferentes espumantes do mundo. O conteúdo é:
- Origem e história dos espumantes naturais.
- Onde tudo começou, evolução e a difusão do espumante pelo mundo.
- Nomes e regiões dos principais espumantes naturais.
- Os métodos de elaboração Charmat e Champenoise
- Degustação às cegas de quatro espumantes pelo método Charmat, Prosecco,
Moscatel Espumante, Brut e Brut Rosé.
- Método Champenoise (tradicional): visita ás instalações e explicação sobre o método.
- Diferenças entre os espumantes conforme o método.
- Evolução dos espumantes no Brasil.
- O mercado brasileiro
- Harmonização e serviço do espumante.
- Degustação ás cegas de quatro espumantes pelo método Tradicional, Champagne,
Cava, espumantes Brut e Nature.
Programação
09:30 às 13:00 hs
- Curso, degustações e visita técnica
13:00 às 14:30 hs
- Almoço e entrega de diplomas.
Valor
R$ 150,00 por pessoa
Informações pelos fones (54) 3462.4014 / 4124 ou pelo e-mail vinhos@adolfolona.com.br.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Figado e oxigênio
Insalubres
Ninguém duvida dos benefícios que o livre mercado traz para produtores e consumidores de vinho. Os produtores são desafiados pela qualidade e preço dos concorrentes e os consumidores aproveitam a maior oferta. O problema é quando os produtos que chegam criam uma concorrência predatória onde a disputa é focada no preço em detrimento da qualidade. É o que está acontecendo com vinhos argentinos e chilenos que conseguem a proeza de chegar às prateleiras das grandes redes a preços inferiores a R$ 15,00. Considerando custos de embalagem, frete e impostos, sobra menos de um real para cobrir o custo do vinho. Esta é a razão que justifica a péssima qualidade destes vinhos, quase insalubres. Adquiri cinco para degustar e fundamentar este comentário, parei no terceiro, meu fígado não merecia.
O ar no vinho tinto
Aproximamos-nos do inverno e as ocasiões de beber vinho tinto crescem por conta dos cardápios mais calóricos e vermelhos. É hora de abrir aquele vinho guardado do ano passado e que muito provavelmente está mais macio e aveludado. Será que é benéfico arejar-lo? Não há uma formula pronta para isso mais depois desse período a lenta troca de oxigênio através da rolha, faz com que os aromas sofram alguma evolução. Nessa evolução se formam alguns componentes mais voláteis muito agradáveis que precisam da ajuda do arejamento para se manifestarem. Não acredite na lenda da abertura antecipada da garrafa. Comprovou-se que a incorporação de oxigênio é quase nula por isso não perca tempo. O método mais eficaz de oxigenar é fazendo uso de uma jarra, qualquer uma, para a qual o vinho será trasvasado. Se a jarra não é muito apresentável, coloque o vinho novamente na garrafa. O copo generoso para vinho tinto, de bom tamanho e formato adequado, fará o resto.
Ninguém duvida dos benefícios que o livre mercado traz para produtores e consumidores de vinho. Os produtores são desafiados pela qualidade e preço dos concorrentes e os consumidores aproveitam a maior oferta. O problema é quando os produtos que chegam criam uma concorrência predatória onde a disputa é focada no preço em detrimento da qualidade. É o que está acontecendo com vinhos argentinos e chilenos que conseguem a proeza de chegar às prateleiras das grandes redes a preços inferiores a R$ 15,00. Considerando custos de embalagem, frete e impostos, sobra menos de um real para cobrir o custo do vinho. Esta é a razão que justifica a péssima qualidade destes vinhos, quase insalubres. Adquiri cinco para degustar e fundamentar este comentário, parei no terceiro, meu fígado não merecia.
O ar no vinho tinto
Aproximamos-nos do inverno e as ocasiões de beber vinho tinto crescem por conta dos cardápios mais calóricos e vermelhos. É hora de abrir aquele vinho guardado do ano passado e que muito provavelmente está mais macio e aveludado. Será que é benéfico arejar-lo? Não há uma formula pronta para isso mais depois desse período a lenta troca de oxigênio através da rolha, faz com que os aromas sofram alguma evolução. Nessa evolução se formam alguns componentes mais voláteis muito agradáveis que precisam da ajuda do arejamento para se manifestarem. Não acredite na lenda da abertura antecipada da garrafa. Comprovou-se que a incorporação de oxigênio é quase nula por isso não perca tempo. O método mais eficaz de oxigenar é fazendo uso de uma jarra, qualquer uma, para a qual o vinho será trasvasado. Se a jarra não é muito apresentável, coloque o vinho novamente na garrafa. O copo generoso para vinho tinto, de bom tamanho e formato adequado, fará o resto.
domingo, 10 de abril de 2011
Fui e não gostei
Estimulado pela fama que tem o restaurante Sbornia na entrada do Vale dos Vinhedos, decidi ir a almoçar no domingo 10 de abril com a minha família com a qual formávamos um grupo de 4 adultos e 2 crianças.
As instalações são muito boas, amplo estacionamento, mesas bem dispostas, boa iluminação e decoração adequada à proposta e a região.
Como tinha pouca gente conseguimos mesa imediatamente a qual fomos conduzidos por um simpático garçom. Este garçom nos explicou o tipo de menus e escolhemos o típico com sopa de capeletti, frango, fortaia, massas e saladas diversas. Chamou-me a atenção que para seis pessoas trouxessem somente uma sopeira que acabou ante de estarmos todos servidos. Tivemos de pedir uma segunda.
Como era o único que beberia vinho dei uma olhada na carta, bastante completa e com preços adequados, e ante a limitada presença de vinhos em 375 ml, perguntei se tinham vinho tinto em taça. Informou-me que tinham um vinho da casa, Merlot, de boa qualidade. Tive uma supressa desagradável porque o vinho era muito ruim, com avançado estado de deterioração e com acidez volátil altíssima. Fiquei na dúvida se era pela má conservação ou pelo fornecedor mais preferi não perguntar. É lastimável que num restaurante com o prestigio do Sbornia o produto que melhor representa a região seja tão ruim.
Mais tivemos outras surpresa, como o limitado número de pratos, as massas encharcadas em molhos pastosos e o frango chegando em porções minúsculas. O preço que pagamos, R$ 38,00 por pessoa e R$ 190,00 no total foi desproporcionado ao recebido. Não gostei da experiência.
As instalações são muito boas, amplo estacionamento, mesas bem dispostas, boa iluminação e decoração adequada à proposta e a região.
Como tinha pouca gente conseguimos mesa imediatamente a qual fomos conduzidos por um simpático garçom. Este garçom nos explicou o tipo de menus e escolhemos o típico com sopa de capeletti, frango, fortaia, massas e saladas diversas. Chamou-me a atenção que para seis pessoas trouxessem somente uma sopeira que acabou ante de estarmos todos servidos. Tivemos de pedir uma segunda.
Como era o único que beberia vinho dei uma olhada na carta, bastante completa e com preços adequados, e ante a limitada presença de vinhos em 375 ml, perguntei se tinham vinho tinto em taça. Informou-me que tinham um vinho da casa, Merlot, de boa qualidade. Tive uma supressa desagradável porque o vinho era muito ruim, com avançado estado de deterioração e com acidez volátil altíssima. Fiquei na dúvida se era pela má conservação ou pelo fornecedor mais preferi não perguntar. É lastimável que num restaurante com o prestigio do Sbornia o produto que melhor representa a região seja tão ruim.
Mais tivemos outras surpresa, como o limitado número de pratos, as massas encharcadas em molhos pastosos e o frango chegando em porções minúsculas. O preço que pagamos, R$ 38,00 por pessoa e R$ 190,00 no total foi desproporcionado ao recebido. Não gostei da experiência.
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